
Fevereiro 2, 2009 às 4:14 pm (Uncategorized)
O que fazer? Em sentido amplo esta é a pergunta que tenho mais me feito ultimamente. Creio eu, é também a que você mais tem feito, minha cara leitora, sobre algo que chamamos, no Brasil, Vestibular. Imagino que não exista nada neste mundo tão inexoravelmente mau como o vestibular, o que me remete à minha primeira pergunta. O que fazer?
Verdade seja dita. Aos dezessete ou dezoito anos somos todos crianças. Por mais velho que queira parecer, um pum ainda é motivo de risadas histéricas e insanas quando se tem dezessete. Uma piadinha sobre o cofrinho do professor pode transformar trinta “adultos” em trinta macacos em um piscar de olhos. Nada disso, entretanto, impede que tenhamos que fazer esta terrível e penosa prova.
A pressão, AH! A pressão! Todos querem que sejamos médicos ou advogados e nem pensar em ser professor, hein menino? Se a arte de abrir pessoas não nos interessa nem o mindinho e assinar papéis não é exatamente o que você deseja fazer o resto da vida, sejamos sinceros. Entretanto, tenha bom senso e saiba diferenciar o real do que você vive até hoje. Infelizmente, papai e mamãe não pagarão suas contas em cinco anos e se quer ar fresco e viver entre as montanhas seja feliz assim, entretanto, Peter Pans amarguram-se ainda mais quando descobrem já velhos que perderam a parte mais importante de suas vidas. “Mas então, tio, o que eu faço???” Pera menina, já vou lhe dizer.
Faça exatamente o que você quer. Minha cara, sua meta é sempre ser melhor para você mesma. Você deve crescer para si. Cada dia acordar e poder dizer que esta melhor, que é a melhor, tanto como ser humano, como profissional. Se pretende fazer Letras Ocultas e Ciências Escondidas na Universidade de São Pelé da Cochinchina, seja a melhor. Já diria Nietzsche que não há nada mais poderoso que a vontade humana. Essa vontade, esse desejo de ser o melhor, torna qualquer curso, por mais insignificante que ele pareça, um poder sem igual. Não deixe a ninguém a escolha de seu caminho. Um curso que não a agrada será um fardo, a deixará apática e infeliz. Exercendo algo que não queira você será uma profissional medíocre, independentemente do trabalho que teve para adquirir um roliço diploma…Diga com sinceridade a seus pais, eu quero é ser feliz! Pode ter certeza, a oportunidade virá, mais que uma vez, de certo. Para quem realmente quer vencer, fazer o que ama pode ser algo imensuravelmente prazeroso e produtivo. Seja sincero em sua decisão agora para não se arrepender aos trinta. Aos trinta pode ser tarde demais para querer mudar. Independente do que você faça, opte pelo que a fará mais feliz…
Francisco Mello Castro (meu filho)
